- Alô?
- Alô, Márcio?
- Sim, é ele, quem ta falando?
- Oh, cara! Sou eu, César!
- OH, César, tudo bem? Desculpe, é que estou meio mal...
- Xí, rapaz, o que houve? Sua voz realmente está péssima
- É que meu pai faleceu essa noite e estou agitando tudo pro velório, enterro...enfim, né?
- Claro, claro. Pô...meu pêsames, ta? Se precisar de algo eu tô aqui...
- Beleza, eu te ligo depois.
Desligo o telefone e conto pra Sônia toda a história
- Que pena, né? Me parecia um senhor tão forte...Bom, é isso mesmo e a gente tem é que se conformar.
Que força que senti em Sônia. Fiquei mais tranqüilo.
- Alô, Rodrigo?
- Sim...César? Como é que cê ta, meu irmão? Quanto tempo!
- Pois é...rapaz, tenho uma notícia nada boa. Sabe o pai do Márcio?
- Claro! O que houve?
- Ele faleceu ontem e o Márcio tá super mal.
Ao final do papo com Rodrigo, desligo o telefone e noto que Sônia está de cabeça baixa e com o celular no ouvido e...chorando? Ela estava falando com o pai dela e fazendo um verdadeiro check up via telefone com ele.
O telefone de casa toca e é uma amiga da turma, Martha.
- Pois é, Martha, fiquei sabendo agora a pouco e estava indo pro trabalho. Fiquei num baixo astral danado.
Ouvi tudo o que Martha quis dizer e desliguei o telefone. Me abracei à Sônia
E ficamos assim uns minutos. Fomos trabalhar e nem fizemos o nosso ritual de despedida. Beijo no pescoço, arrepios, dizer gracinhas e fazer promessas noturnas...nada. Um beijo seco e tchau.
Na manhã seguinte...
Toca o telefone e Sônia vai atendê-lo. Corro em sua frente com a escova de dentes na boca, pego Sônia pelo braço e faço um sinal pra que ele não atendesse o telefone. Ela não entende, mas respeita e fica ouvindo o telefone tocar.
- Hoje, não.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
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